quarta-feira, setembro 07, 2011

Dicas para semana da pátria



Gincana Para a Semana da Pátria

1.Cidadania se aprende com exercícios de participação. Uma gincana requer trabalho de equipe, envolvimento, que todos se integrem e participem ativamente.

2. Cooperação: ter clareza de que as idéias que vão direcionar o trabalho não serão de competição, mas de cooperação. As tarefas terão esse objetivo.

3. Aprender brincando: o que se deseja é favorecer o envolvimento da comunidade (crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos) em torno de uma busca comum: crescer na consciência de que é cidadão quem participa e se envolve.

4. Indignação geradora de transformação: a indignação dos descontentes não pode ficar sufocada, mas gerar energia para buscar mudanças, para decidir a lutar e trabalhar coletivamente pelas mudanças que se deseja. Entender indignação como sinônimo de trabalho ativo e não de algo desordenado.

Pontuação e premiação:

Ao contrário de estimular a competição, estimular a cooperação e a alegria da participação. Exemplo: pontuar pelas atitudes: a equipe que mais movimentou pessoas, que demonstrou mais alegria, criatividade. Prêmio: Exemplo: as equipes recebem sementes para serem plantadas ao final da gincana.

Exemplo de tarefas

1 - Montagem das equipes (mistas, integrando idades)

2 - Escolha dos nomes – algo ligado ao espírito da gincana (consciência, união, solidariedade, cooperação, respeito, amizade...).

3 - Exemplos de tarefas:

- Entrevista com uma pessoa da comunidade, de mais ou menos 60 anos, para perguntar como era o voto no Brasil quando ela era jovem (com que idade era permitido votar, quem votava, que partidos existiam, como era o processo da eleição, o que havia de curioso...) e como isso evoluiu.

- Montagem de dramatização a partir de uma música, retratando o Brasil que temos e o Brasil que queremos.

- Fazer uma paródia de música conhecida, e nela falar sobre a importância do voto.

- Criação de uma camiseta, com mensagem que fale de cidadania, participação.

- Fazer um vídeo de cinco minutos com jovens de 16 anos, que vão votar pela primeira vez, falando de como estão se preparando para as eleições.

- Gravar 10 minutos de um horário político e contar quantos partidos apareceram. Apresentar uma lista das propostas possíveis de se realizar e das que são só promessas.

- Entrevistar uma ONG ou algum grupo da comunidade para conhecer qual trabalho social realiza e depois apresentar.

- Encaminhar cinco crianças para fazerem o registro de nascimento.

- Cada equipe organizar faixas, bandeiras e formar blocos com os excluídos da comunidade, dando voz àqueles que muitas vezes ficam esquecidos.

Fonte: Jornal Mundo Jovem.

segunda-feira, agosto 29, 2011

Homenagem para IRISMAR



NOSSO IMENSO CARINHO PARA VOCÊ POR TODOS ESTES ANOS DE DEDICAÇÃO E ENSINAMENTOS.

SER PROFESSOR


Ser professor
é professar a fé
e a certeza de que tudo
terá valido a pena
se o aluno sentir-se feliz
pelo que aprendeu com você
e pelo que ele lhe ensinou...
Ser professor é consumir horas e horas
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...
Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e,
diante da reação da turma,
transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...
Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.
Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo".
Ser professor é apontar caminhos,
mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés..

segunda-feira, agosto 22, 2011

DIA DO FOLCLORE

O que é Folclore

Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.

As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.

Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:

Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".

Boto
Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.

Curupira
Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.

Lobisomem
Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.

Mãe-D'água
Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.

Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.

Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.

Mãe-de-ouro
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.

Saci-Pererê
O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.

Curiosidades:

- É comemorado com eventos e festas, no dia 22 de Agosto, aqui no Brasil, o Dia do Folclore.

- Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representanda pela festa do Halloween - Dia das Bruxas.

- A palavra folclore é de origem inglesa. A termo "folk", em inglês, significa povo, enquanto "lore" significa cultura.

- Muitas festas populares, que ocorrem no mês de Agosto, possuem temas folclóricos como destaque e também fazem parte da cultura popular.

HOMENAGEM AOS PAIS





Hoje é dia dos Pais,
um dia especial, festivo, que faz parte
da estação do ano mais fria, o inverno.
Este dia por ser especial, aquece cada
coração, e faz parecer que estamos no verão.
Você é Pai, merece toda homenagem do mundo,
por ser um ser iluminado, um ser especial,
uma pessoa que valorizou a amizade.
Parabéns por esse dia bonito, que consegue
oferecer o Sol.

FELIZ DIA DOS PAIS!

sábado, agosto 13, 2011

Programa PETECA








O Programa MPT na Escola/Peteca consiste na realização de um conjunto de ações voltadas para a promoção de debates, nas escolas de ensino fundamental, dos temas relativos aos direitos da criança e do adolescente, especialmente a erradicação do trabalho infantil e a proteção ao trabalhador adolescente.
Busca-se, com o presente projeto, intensificar o processo de conscientização da sociedade com vistas à erradicação do trabalho infantil, rompendo as barreiras culturais que dificultam a efetivação dos direitos da criança e do adolescente.

TRABALHO X AFAZERES DOMÉSTICOS

As atividades domésticas podem constituir, ou não, trabalho:
A realização de atividades domésticas no domicílio de outra pessoa é considerada trabalho.
Porém, quando a pessoa realiza atividades domésticas no seu próprio domicílio, em regime de colaboração com os demais membros da família, tais atividades são consideradas afazeres domésticos.
OBS: Quando a criança substitui os adultos nos afazeres domésticos, resta caracterizada a exploração (proibida pelo art. 227 da CF)





quinta-feira, agosto 04, 2011

PRIMEIRO DIA DO PROGRAMA SEGUNDO TEMPO





PROGRAMA SEGUNDO TEMPO

O Segundo Tempo como Programa Estratégico do Governo Federal tem por objetivo democratizar o acesso à prática e à cultura do Esporte de forma a promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens,
como fator de formação da cidadania e melhoria da qualidade de vida,
prioritariamente em áreas de vulnerabilidade social.


Objetivos
Objetivo Geral:

O Segundo Tempo é um programa do Ministério do Esporte, destinado a democratizar o acesso à prática e à cultura do Esporte de forma a promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, como fator de formação da cidadania e melhoria da qualidade de vida, prioritariamente em áreas de vulnerabilidade social.

Objetivos Específicos:

Oferecer práticas esportivas educacionais, estimulando crianças e adolescentes a manter uma interação efetiva que contribua para o seu desenvolvimento integral;
Oferecer condições adequadas para a prática esportiva educacional de qualidade;
Desenvolver valores sociais;
Contribuir para a melhoria das capacidades físicas e habilidades motoras;
Contribuir para a melhoria da qualidade de vida (auto-estima, convívio, integração social e saúde);
Contribuir para a diminuição da exposição aos riscos sociais (drogas, prostituição, gravidez precoce, criminalidade, trabalho infantil e a conscientização da prática esportiva, assegurando o exercício da cidadania).

segunda-feira, julho 25, 2011

PONTE

Lindo texto copiei do blog do amigo Zé Carlos...


Toda corrente de água desliza entre duas margens.
Margens que detêm e ordenam.
Que a impedem de invadir os campos.
Que lhe traçam um caminho.
Duas margens que permitem a essas águas formar um todo
e realizar sua tarefa:
“regar as planícies através das quais desliza.”
E as margens ficam distantes uma da outra…
Elas, porém, podem unir-se, aproximar-se, fundir-se quase,
quando sobre as águas se estende uma ponte.
Olhando a ponte sente-se a tarefa imensa
e ao mesmo tempo agradável, executada por ela.
Como um abraço amigo que aproxima duas separações.
Como um diálogo silencioso faz conversarem duas solidões.
Como a mão estendida fraterniza dois estranhos.
Se a ponte pudesse sentir, poderíamos, sem dúvida, qualificá-la de feliz.
Feliz por ser capaz de tornar o outro feliz.
E nunca se colhe felicidade maior do que quando
se semeia a felicidade.
A ponte tem, para cada um de nós, um profundo
e significativo simbolismo.
É a lição perene, silenciosa e rica, no dia-a-dia,
da sua missão de ligar e aproximar,
de encurtar distâncias, de separar abismos.
Diante de uma ponte nos ocorrem reflexões
que alguém escreveu:
“Em êxtase contemplativo olho a ponte, admiro a ponte,
escuto a linguagem da ponte…
…Sou forte, terrivelmente forte.
Resisto a tudo e permaneço sempre estática,
mas perseverante em meu posto de serviço.
O segredo da minha força?
De minha perseverança?
De minha grandeza?
Nasci para unir!
Vivo para unir!
Sirvo para unir!
Como gostaria de ser também uma ponte!
Para unir a terra aos céus!
Unir os desunidos…
Unir os desencontrados…
Unir os corações!!!

SOUUUUUUUUUUUUUUUUU............................

SOU UMA VICE DIRETORA QUE PENSA...
Pensa em sair correndo toda vez que é convocado para uma reunião, que Certamente o responsabilizará mais uma vez, pelo insucesso do aluno e falta de plano, de coerência, de organização... do professor.

SOU UMA VICE DIRETORA QUE LUTA...
Luta dentro da escola, com os alunos, para que eles não matem uns aos outros, com os professores e funcionários a procura de compreensão.
Que luta contra seus próprios princípios de educação, ética e moral.

SOU UMA COORDENADORA PEDAGÓGICA QUE COMPREENDE....
Compreende que não vale a pena lutar contra as regras do sistema, ele é sempre o lado mais forte.

SOU UMA COORDENADORA PEDAGÓGICA QUE CRITICA...
Critica a si mesmo por estar fazendo o papel de vários outros profissionais como: psicólogo, médico, assistente social, coordenadora financeira, mas não consegue fazer o próprio papel que é o de ensinar...

SOU UM PROFESSOR QUE TEM ESPERANÇA,

E espera que a qualquer momento chegue um "estranho" que nunca entrou em uma sala de aula, impondo o modo de ensinar e avaliar.

TAMBÉM SOU PROFESSOR...
SOU UM PROFESSOR QUE SONHA...
SONHA COM UM ALUNO INTERESSADO,
SONHA COM PAIS RESPONSÁVEIS,
SONHA COM UM SALÁRIO MELHOR, UM MUNDO MELHOR.

ENFIM, SOU UM PROFESSOR QUE REPRESENTA...
Representa a classe mais desprestigiada e discriminada, e que é incentivada a trabalhar só pelo amor à profissão.
Representa um palhaço para os alunos..
Representa o fantoche nas mãos do sistema concordando com as falsas
metodologias de ensino.
E esse professor, que não......... sou eu mesmo, mas é uma outra pessoa......., representa tão bem, que só não trabalha como ator, porque já é PROFESSOR e não dá para conciliar as duas coisas. (TEXTO DA INTERNET)...

segunda-feira, junho 27, 2011

TORNEIO TUX MATH






VENCEDORES DO I TORNEIO TUX MATH NO LABARATÓRIO DE INFORMÁTICA.

GRUPO I 1º LUGAR - YURI
2º LUGAR - GILBERTO
3º LUGAR - IRISDIANA

GRUPO II 1º LUGAR - GEORGE
2º LUGAR - HELLEN
3º LUGAR - ARIANA

NA SALA DO 2ºANO





17/06/2011 - FESTA JUNINA NA SALA DO 2º ANO TARDE



PALESTRA DA EQUIPE DO POSTO DE SAUDE (1O/06/2011)

quinta-feira, maio 05, 2011

Polo ABc Luzardo Viana






Polo ABC - Luzardo Viana - Apresentação na escola

Os Centros de Convivência Social (Pólos ABCs de Maracanaú) são espaços de socialização e aprendizado que têm o propósito de fomentar no cenário maracanauense uma nova forma de ver, fazer e pensar a Assistência Social.

O objetivo é dialogar com os cidadãos maracanauenses e fazer da Assistência Social uma política pública promotora da intersetorialidade com as demais políticas (saúde, educação, cultura etc.).

O Centro de Convivência Social tem como referência a moradia e a comunidade local com seus múltiplos sujeitos sociais. Tem como públicos-alvos a criança e o adolescente, na faixa etária de sete a 17 anos, e toda a sua família.

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

O Centro de Convivência Social tem como referência um modelo de organização democrático, descentralizado e participativo, idealizado a partir das seguintes instâncias de participação:
I – Fóruns Comunitários;
II – Instituição Gestora do Projeto (Secretaria de Assistência Social e Cidadania);
III – Grupo Gestor Comunitário.

sábado, abril 16, 2011

ALUNOS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

Como educar alunos com deficiência auditiva
Roberta Braga

Segundo dados do Censo Escolar de Educação Básica, existem cerca de 30 mil deficientes auditivos matriculados em escolas ou classes especializadas no Brasil. Já nas escolas e turmas regulares, o número de estudantes surdos é de 33 mil.
Apesar dos deficientes auditivos terem capacidade de desenvolvimento cognitivo e intelectual equivalente ao dos ouvintes, falhas no sistema de ensino podem limitar o aprendizado. Isto porque nem todos os professores sabem como se relacionar com o aluno surdo nem compreendem como acontece a sua percepção de mundo.

As informações a seguir são deKarin Lilian Strobel, pedagoga especialista em surdez e autora do livro As imagens do outro sobre a cultura surda (Editora UFSC), e de Paula Botelho, doutora em Linguagem, Letramento e Cultura e mestre em Educação, além de autora dos livros Linguagem e Letramento na Educação dos Surdose Segredos e Silêncios na Educação dos Surdos(ambos pela Autêntica Editora).

Ao contrário do que muitos pensam, o bebê surdo desenvolve-se da mesma forma que o ouvinte. A diferença acontece no momento em que ele chega à fase do balbucio. Assim como o bebê com a audição integral quer imitar a comunicação dos seus pais, o deficiente auditivo tentará fazer o mesmo, caso tenha sido criado em um ambiente onde a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) é utilizada. Dessa forma, a criança surda aprenderá a se comunicar e desenvolverá um vocabulário imitando seus pais. A diferença é que as suas primeiras palavras não serão em português, mas sim na linguagem de sinais.
Por outro lado, a ausência da comunicação visual por parte da família resultará em uma criança com dificuldades de comunicação e de aprendizagem. Além de precisar aprender a segunda língua – o português – esta criança também terá que aprender a linguagem de sinais, que deveria ter sido adquirida naturalmente ao longo do crescimento.
Na escola, essa comunicação deve continuar a ser feita, e o decreto nº 5626, da lei nº10.436/02, tornou o ensino de Libras disciplina curricular obrigatória no curso de formação de professores para exercício do magistério.
Em muitas instituições de ensino, já é comum (e necessário) que haja em sala de aula um intérprete em português/Libras para que esse estudante possa receber todo o conteúdo apresentado pelo docente. Este, por sua vez, não pode limitar a sua comunicação com o aluno, por meio do intérprete, pois nada substitui o contato direto entre profissional e estudante.

Além de saber se comunicar por meio da linguagem de sinais, o professor precisa conhecer o máximo que puder sobre seu aluno: a história de vida, a época de aquisição da surdez, se seus pais são surdos etc. Estas informações o ajudarão a compreender a que interação esta criança foi exposta e as possíveis limitações que ela pode apresentar no aprendizado.

Já a escola tem o papel de oferecer o suporte necessário. Para professores e funcionários, por exemplo, cursos de Libras em todos os níveis. Para os alunos, a inclusão de “janela” com intérprete nos materiais audiovisuais e, nos impressos, desenhos do alfabeto manual e sinais de Libras. Seriam livros, revistas e apostilas bilíngues – com o português e a linguagem dos surdos.
Para alguns especialistas, entretanto, a simples tradução do conteúdo regular, principalmente no período da alfabetização, acaba formando bons alunos copistas, mas com dificuldades de interpretação de texto. Isso porque é nessa fase que as crianças aprendem a raciocinar, montar frases e desenvolver ideias.
Para o indivíduo surdo, o português é uma segunda língua e é em Libras que ele precisa desenvolver a prática discursiva. As crianças ouvintes aprendem isso por meio de histórias e narrativas e a criança surda fica limitada se ela só receber informações por meio da tradução. Uma das orientações, então, seria a produção de “literatura surda”: como fábulas e outras histórias gravadas em Libras em DVD. O conteúdo seria produzido na linguagem de sinais, respeitando e utilizando todas as particularidades da estrutura da língua e ensinando as crianças a desenvolver esse raciocínio.

Por isso, há uma corrente de especialistas que aponta diversos erros na inclusão dos deficientes auditivos na escola regular. Para eles, não há uma unidade linguística entre a turma e, por mais que haja um intérprete e as aulas sejam bem preparadas, muitos conteúdos serão perdidos. Mesmo que haja atividades de integração e certa comunicação oral desenvolvida pelo surdo, este aluno ainda estará em defasagem nos debates e discussões da classe, por exemplo.

Ao professor ouvinte cabe o esforço de procurar compreender o seu aluno com deficiência auditiva, aprender a se comunicar com Libras e procurar desenvolver atividades inclusivas, que criem vínculos entre a turma e este estudante.

Matéria publicada na revista Profissão Mestre de abril de 2010.

sábado, março 12, 2011

FEVEREIRO 2011





1ª REUNIÃO DE PAIS 2011

pauta:
Apresentar funcionários
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Mais educação
Livros Didáticos
Normas da escola
Fardamento